Nos anos 20, na administração de Pio Nunes Coelho, adquiriu-se grande quantidade de tubos de ferro para a modernização do sistema de água, sendo os mesmos transportados em lombo de burro da estação ferroviária de Diamantina para Guanhães. Devida às dificuldades e falta de planejamento a maior parte dos tubos perdeu-se na estação da antiga Central do Brasil e no pátio da prefeitura.
Por volta de 1940, na administração do prefeito Jovino de Barros, Guanhães foi dotado de um novo sistema de abastecimento. A água captada do manancial do córrego Bom Sucesso chegava por gravidade ao reservatório localizado em frente onde está hoje a prédio da TELEMAR. Sem nenhum tipo de tratamento a água distribuída pelo novo sistema apenas passava por uma decantação, fato que concorria para uma grande incidência de doenças de veiculação hidrica na cidade.
Conta-se que a professora Dna. Jupira, esposa do maestro "Dú", já preocupada com a educação ambiental, tinha de costume levar seus alunos para conhecer o novo caminho percorrido pelas águas até as torneiras. O passeio terminava nos fundos de sua casa onde ocorria o encontro das águas do Bom Sucesso com águas do ribeirão Vermelho.
Foi na administração do prefeito Vicente Guabiroba, no inicio dos anos 60, que Guanhães passou a contar com um moderno sistema de abastecimento de água tratada, graças ao convênio assinado pela prefeitura e o antigo DNERU, o Departamento Nacional de Endemias Rurais. A água então passou a ser captada através do manancial do córrego do Graipu e tratada na estação do Alto do Cruzeiro.
Em 1983 o SAAE tornou-se o novo operador do sistema, modernizando-o e dotando-o de todos avanços necessários para garantir o abastecimento e a qualidade da água consumida pelos guanhanenses dentro dos padrões exigidos pelo Ministério da Saúde.
FONTE: SAAE Guanhães
